Falando de Amar!

 

Sem título-1

Sonhamos amar e ser amados.

Quando encontramos um par com quem, imaginamos, é possível satisfazer este sonho, o que fazer para cultivar precioso laço?

A primeira e fundamental sugestão é para que cada parceiro cuide bem de si próprio. Busque sua realização humana, dando conta de suas necessidades e de seus sonhos.

É precioso viver ao lado de quem busca saber que necessidades suas precisa cuidar para continuar desabrochando.

É encantador participar do desabrochar de alguém.

Quando sabemos o que queremos, podemos providenciar para dar conta de nossa realização e, quando não nos é possível fazer isso sem ajuda, podemos pedir aos nossos pares, o apoio para ter uma vida sempre mais maravilhosa. Somos dignos disto.

Uma lembrança importante: enquanto estamos vivos, mudamos.

Como mudamos, nossas necessidades se movimentam e nossos contratos amorosos, geralmente implícitos, mudam também. E precisam ser expressados e atualizados: o que eu quero em nosso laço? o que eu não quero mais? E o que eu não quero mas aceito?

A recontratação se dá a partir da comunicação honesta e cuidadosa comigo, com o outro e com nosso laço.

É esta comunicação que estabelece fronteiras nítidas (não rígidas) entre eu e o outro, com pontes, passagens e não muros.

Quando me traduzo para a outra pessoa ela estará informada sobre o que preciso dela para sermos felizes  juntos e vai avaliar se tem condições de cooperar ou não com isso.

A falta de informações faz com que a outra pessoa caminhe sem sinalização na trilha secreta que sou eu, até para mim própria. A outra pessoa se perde e nós nos perdemos. 

Para isso precisamos conversar. Comunicação é vital. De preferência com fartas informações sobre mim, meus sentimentos e minhas necessidades.

E sem julgamentos, sem passaros-enamoradosculpabilização, sem vítimização, sem cobranças, reclamações, manipulações, exigências, sermões, palestras, discursos…todas  essas,  formas de comunicação que deveriam ser abolidas em “vidas que andam juntas”,  quando querem continuar juntas.

Formas de expressão que adoecem até matar o laço.

É em função delas que há pessoas que tem pânico das tais DR, recheadas desses venenos.

Uma comunicação em que eu priorize compreender a outra pessoa, como quero ser compreendida. Pois todos sentimos fome de compreensão.

Algo muito importante também, se o que quero é preservar minha “fortuna”: a outra pessoa  não pode ser responsabilizada pela minha felicidade.

Pode ser apoio – se puder, quando puder, como puder.

E eu? Como serei apoio para que a vida da pessoa que eu digo que amo seja mais maravilhosa, se não valorizo o que para ela é importante? Se desqualifico o que ela precisa para se sentir feliz? Vale se perguntar.

climax

Outra questão: se não tens condições de aceitar essa pessoa como ela está e tens intenção de mudá -la, CUIDADO!

Não perca seu tempo nem energia numa missão impossível.

Ninguém muda ninguém.

Sob pressão, medo, ameaça, punição, jogos e manipulações é possível que aconteçam coisas bem parecidas com mudança, mas… não se iluda: é algo que acontece apenas no raio de abrangência da tirania.

Mudança é um processo visceral. Acontece de dentro pra fora. Por motivação pessoal. E ainda assim resulta de muito trabalho, eterno.

Quando alguém resiste em se comportar, pensar, sentir do jeito que queres (e ela precisa disso???? ) não é que a pessoa não queira mudar. Ela está se protegendo de ti e mudará quando necessitar.

Vale ressaltar que, acolher a pessoa com suas características do momento, não significa,  de forma alguma,  que precises aceitar condições de sofrimento e violência. Aceitar a pessoa do jeito que ela está é respeitar esta pessoa. Respeito tem relação direta com Amar.

Se transformaste a pessoa que dizes amar num fardo pesado, para que estás escolhendo carregá-lo?

Se é bom demais estar com ela… que maravilha poder atentar com gentileza para nutrir a conexão entre vocês, com o que de melhor tens!!! Celebre o Dia dos Namorados no cotidiano!

Texto de Lena Mouzinho

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